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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Jardins para reflexão


Visitamos uma exposição muito diferente no fim de semana. Uma proposta que discute produção de alimentos, plantio com foco nos biocombustíveis e natureza. Transcrevemos o texto abaixo do catálogo da exposição. Vale muito a pena visitar, vivenciar as obras num espaço que, além de convidar à atividade física e à contemplação, oportuniza agora uma ótima reflexão.
Laiz e Júlia
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Você tem fome de quê? A alimentação é um problema mundial que afeta particularmente o Brasil. Por outro lado, o mercado de biocombustíveis compete por espaços com as plantações de comida. Como o Brasil é uma potência agrícola, a disputa torna-se acirrada: nossa prioridade é alimentar o planeta ou substituir o petróleo por álcool e biodiesel? Para refletir sobre o desafio agrícola contemporâneo, foram reunidos no parque do Ibirapuera nove criadores de jardins em torno ao tema da alimetação. Criaram-se espontaneamente duas interpretações sobre o assunto entre os participantes: alimentação do corpo ou do espírito. A questão foi enfrentada poeticamente, ampliando as possibilidades de reflexão sobre os desafios da alimentação mundial.
A parceria com o Festival Internacional de Jardins de Chaumont-sur-Loire possibilitou um intercâmbio com a França, país de longa experiência em jardinismo. Paisagistas europeus foram convidados para criar seis dos jardins, juntamente com três artistas brasileiros que executam suas primeiras obras de jardinagem.
Ao passear pelo festival, o público irá deparar-se com os diversos jardins que interrompem a paisagem horizontal do Ibirapuera. Assim, o visitante identifica a artificialidade do cultivo agrícola, pois cada jardim cria um mundo particular em meio ao amplo parque. A alimentação depende do domínio da tecnologia e de seu uso transformador da natureza em artifício. Somos responsáveis pelo uso contemporâneo da Terra para alimentar a humanidade. Perceber tal responsabilidade exige a distinção entre cultivo e natureza.
Felipe Chaimovich - curador do Museu de Arte moderna de São Paulo
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Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera (arredores do MAM-SP)

De 22 de setembro de 2010 a 31 de dezembro de 2010

Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)

Diariamente, das 5h às 22h (horário de visitação do Parque Ibirapuera)

Entrada franca

Agendamento gratuito de visitas em grupo pelo tel. 5085-1313 e email educativo@mam.org.br

Site: www.mam.org.br

sábado, 19 de junho de 2010

Como ser eco no seu dia-a-dia

Quando se fala em consumir, pensa-se logo em compras. Consumir não é só gastar dinheiro em troca de um bem. Consumir é gastar, destruir, desfazer. O consumo está em todas as nossas ações do dia-a-dia. Consumimos água, eletricidade, combustível, papel, plástico, comida, roupas, etc. O consumo é essencial para que possamos viver. Porém será que estamos consumindo de uma forma inteligente e consciente?

Dependemos da natureza para sobreviver e o consumo do qual nos deparamos hoje, tem grande impacto sobre ela. Utilizamos os recursos naturais como se fossem inesgotáveis. Descartamos nossos lixos como se fossem biodegradáveis. Compramos, compramos e compramos.

É importante que o consumo seja pensado. O consumo consciente é o consumo que leva em conta os impactos provocados por ele. É saber consumir de uma forma positiva, minimizando os impactos negativos.

“O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável” (Instituto Akatu – www.akatu.net).

O consumo consciente pode ser dado no dia-a-dia das pessoas, através de pequenas mudanças de hábitos e pequenas ações. Segue abaixo uma lista de ações que podem ser adicionadas no dia-a-dia de cada um e que fazem diferença.

  • Diminuir o tempo no banho
  • Escove os dentes com a torneira fechada
  • Reduza o tempo ao secar o cabelo – deixe-o secar naturalmente por uns 20 minutos antes de usar o secador
  • Lave roupa com água fria – 90% da energia consumida pelas máquinas de lavar é usada para aquecer a água. Além de gastar menos energia, as roupas lavadas com água fria desbotam mais devagar.
  • Use os dois lados do papel – além de reduzir a derrubada de árvores, ajuda a economizar água, uma vez que são necessários 540 litros de água para produzir 1 quilo de papel.
  • Evite produtos que tenham muitas embalagens
  • Separe o lixo para reciclagem
  • Leve sua própria sacola ao fazer compras
  • Coloque as pequenas compras na sua bolsa
  • Beba água filtrada – ao invés de ficar comprando garrafas de água mineral, tenha uma garrafa reutilizável, como as de aço inoxidável.
  • Substitua as lâmpadas incandescentes por uma econômica lâmpada fluorescente compacta
  • Após utilizar o óleo de cozinha não o jogue na pia. Armazene em um recipiente e entregue em algum posto de coleta.
  • Não descarte pilhas e baterias em lixo comum.
  • Pense antes de comprar!!!!!!!!!
Júlia Lourenço Ferreira

MATHESON, Christie. Eco chic - salvando o planeta com estilo. São Paulo. Matrix. 2008.
www.akatu.net