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Segunda-feira de manhã, acordo para trabalhar e em frente a todas as casas vejo um latão de lixo marrom e ao lado uma caixa verde pequena com o símbolo de reciclagem (foto). Nada de sacos pretos gigantes, ruas sujas e fedidas, todas as segundas, quartas e sextas-feiras, como acontece no Brasil.
Toda lata de Coca-Cola que bebo, toda garrafa de Gatorade que as meninas bebem, a embalagem de iogurte, a caixa de papelão... Enfim, toda embalagem tem seu próprio destino. E não é o lixo comum. A coleta de lixo é feita todas as segundas-feiras e essas latas e embalagens são postas na caixa pequena, onde todo o material é separado para reciclagem.Os restos de comida, que normalmente se misturariam com o lixo comum, vão para pia, onde, ao levantar um botão, liga-se o triturador que faz com que os restos se desfaçam, como num passe de mágica, seguindo outro caminho.
Ao ir ao mercado, eu e tantas outras pessoas temos que levar nossas bolsas ecológicas reutilizáveis. Há a opção de sacolas plásticas também, mas quase não se usa, quase não se vê. Algumas pessoas acabam levando muitas de suas compras nas mãos ou levam em suas bolsas "verdes". Caso não possuam, compram-as na hora de passar no caixa, as quais custam poucos centavos de dólar.
No banheiro, tenho duas opções: se jogo o papel no lixo, tenho um recipiente razoavelmente grande e, em sua maioria, sem saco plástico dentro, que é limpo uma vez por semana. Ou posso também jogar o papel no vaso sanitário, o que é mais comum aqui, já que ao dar descarga, sei que esse papel não vai parar nos mares ou na própria Baia de Guanabara.
Se resolvo ligar a TV, vejo duas realidades. Coloco no canal a cabo, 1625 e lá encontro um canal único e exclusivo chamado PLANET GREEN. Dicas, problemas mundiais, soluções... Tudo explicado e acessível a quem tem interesse e pode pagar. Mas por cuidar de duas meninas, Disney Channel é o que mais lhes interessa. Surpreendentemente, ao esperar começar o programa que elas mais gostam, me deparo com uma propaganda dos seus artistas preferidos explicando e mostrando o que as crianças devem fazer com os sacos plásticos e os danos que eles causam no mundo.
Infelizmente, ainda vejo um enorme desperdício de água. Torneiras abertas o tempo todo, sem nenhuma preocupação. A luz é outro fator preocupante. Casas com ar condicionados centrais ligados, dia e noite sem parar, e em sua maioria com o uso de ventiladores também. Máquinas e mais máquinas ligadas para manter a tecnologia e o conforto das pessoas. Mas o pior de tudo é o uso excessivo dos carros. Com ruas, trânsito, paisagens e parques/trilhas perfeitos para uma boa caminhada ou pedalada, as pessoas ainda optam por pegar seu carro até para ir à rua ao lado.
É visto, portanto, que ainda existem muitas coisas a se fazer, mas o que pude perceber mesmo é que em cada detalhe, em cada ação, por menor que seja, as pequenas coisas, realmente, fazem TODA A DIFERENÇA.
Não busco reação. Busco solução.
Bibliografia:
Experiências da minha viagem ao EUA.
Pamela Peixoto